Dedico este soneto à Aidé Gurgel.
PARTIDA
Era dia em minha noite escura.
Dia de lua, de saudade… e só.
Dia de chorar minha amargura,
Em que parece que tudo virou pó.
Para onde foste ó eterno amor?
Deixaste minh’alma aflita, insegura…
Para tal tormento não conheço cura.
Voltarias caso clamasse com fervor?
Não há mais nada a que minh’alma anela,
Nem mesmo à ilusão de um impostor.
Estou preso em minha própria cela…
Viver sonhando é o que me resta agora,
Mesmo que sejam sonhos de desamor…
Até que um dia eu também vá embora.
